O que você sabe sobre o câncer de pele? Fique atento aos “sinais” do seu corpo

O que você sabe sobre o câncer de pele? Fique atento aos “sinais” do seu corpo

Você sabia que o câncer de pele não-melanoma é o tipo de câncer mais comum entre os brasileiros? Esta é a informação levantada pelas pesquisas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Mas apesar de ser o mais incidente, possui altas chances de cura, principalmente quando é detectado logo no início.

Como variação do tipo não-melanoma existe também o câncer de pele melanoma, que é o segundo grande grupo em que os cânceres de pele são divididos. Este, apesar de ser menos comum, é mais perigoso que o primeiro, pois existe o risco de se espalhar para outras partes do corpo, as chamadas metástases. Por esta razão, se não for tratado, pode levar a óbito.

Neste artigo você saberá sobre como é feito o diagnóstico do câncer de pele, os sintomas que o corpo envia, as formas de tratamento e como deve se prevenir! Continue lendo:

Diagnóstico

Se você possui alguma lesão na pele, seja mancha, pinta, nódulo avermelhado ou machucado que não cicatriza – que não existia antes ou que existia, mas mudou de aparência ou de tamanho – observe esta lesão, analisando as seguintes características:

Assimetria: observe se a lesão tem um formato assimétrico, ou seja, não possui um padrão de diâmetro, sendo uma metade da lesão de tamanho diferente da outra.

Bordas irregulares: observe se as bordas da lesão possuem um padrão ou se mudam de formato em torno de toda a lesão.

Cores diferentes: observe se a lesão possui mais de uma cor ou tonalidade, como bege, marrom claro, marrom escuro e preto. A variação pode ser entre duas ou mais cores.

Diâmetro: observe se a lesão possui mais do que 6 milímetros de diâmetro.

Evolução: preste atenção no crescimento dessa lesão, se ela vem aumentando de tamanho ou cor ao longo dos meses.

Além destas características, no caso de um nódulo (elevação da pele), observe se este possui pequenos vasinhos de sangue aparentes ou se tem um brilho perolado, às vezes bem discreto, mesmo que seja sobre um nódulo escurecido.

Se perceber que uma ou mais destas características estejam acontecendo na sua lesão, procure um dermatologista. Se ele avaliar que pode ser um câncer de pele, ele irá solicitar uma biópsia para confirmar o diagnóstico.

Sintomas

No câncer de pele não-melanoma, não costuma haver sintomas como dor, coceira ou ardência. Mas quando o local afetado está muito sensível é comum que aconteçam sangramentos ao coçar ou sofrer uma pancada. O local terá dificuldade em cicatrizar.

Já no tipo melanoma pode ser mais comum que uma lesão apresente coceira ou outro incômodo. Mas em nenhum caso deve-se chegar ao ponto de sentir dor ou coceira para procurar um médico.

Tipos de tratamento

Os tipos de tratamentos para o câncer de pele variam conforme o tipo e o estágio do câncer de pele, e conforme a condição do paciente. A forma mais comum e a principal de remover o câncer de pele é através de cirurgia.

Pode ser que o pacientes não possa passar por procedimentos cirúrgicos, então o médico considera a possibilidade de um tratamento alternativo, como por exemplo a criocirurgia, que é um tratamento externo feito com nitrogênio líquido. Também existem cremes específicos para o tratamento de câncer de pele, que podem ser prescritos em conjunto com outros procedimentos.

Outros tratamentos possíveis para casos de melanomas mais avançados, conforme a necessidade de cada paciente, são através de medicações para imunoterapia, terapia-alvo, e se ainda for necessário, pode-se recorrer à quimioterapia e radioterapia.

Formas de prevenção

A principal forma de prevenção contra o câncer de pele é o cuidado com o sol ao longo da vida, começando na infância. Alguns tipos de câncer de pele se desenvolvem depois de muitos anos de exposição ao sol sem proteção e só vão dar sinais depois dos 30 anos de idade.

O uso do protetor solar é importante durante todo o dia em que for ficar ao sol. A forma correta de usar o protetor é seguindo o seu Fator de Proteção Solar (FPS). Se for 15, o protetor deve ser passado a cada 15 minutos. Se for 20, a cada 20 minutos e assim por diante. O recomendado pelos médicos é, no mínimo, fator 30.

Além do protetor solar, o protetor labial, óculos de sol e chapéu também ajudam a proteger.

Outro fator de risco é o tabagismo. Fumantes estão mais propensos a desenvolver câncer de pele do que não fumantes.

Pessoas de pele muito clara, por ser mais sensível, também estão mais expostas à doença. Por fim, o câncer de pele pode ocorrer por fatores hereditários, se já tiver acontecido algum caso na família, especialmente de câncer tipo melanoma.