Ator norte-americano Bem Stiller foi salvo pelo exame PSA

Ninguém está livre de desenvolver câncer, apesar das diversas formas de prevenção, pois a doença pode acontecer inclusive por fatores genéticos ou mesmo por causas desconhecidas.

Cada organismo é único e reage de forma diferente aos fatores ambientais aos quais é exposto ao longo da vida. No caso do ator norte-americano Bem Stiller, mesmo sem fazer parte de um grupo de risco e ainda não tendo completado 50 anos, em 2014 o câncer de próstata resolveu aparecer.

De acordo com o ator, foi graças ao exame de sangue PSA que ele soube que seus níveis da substância produzida na próstata não paravam de subir. Esta substância, junto com o exame de toque retal, é capaz de diagnosticar o câncer, bem como outras alterações da próstata que podem ser comuns com a idade ou representar outros problemas.

Foi a pedido do médico, em uma consulta de rotina, que o ator fez o exame e os níveis de PSA no resultado levaram a um acompanhamento mais cuidadoso ao longo de 1 ano e meio de investigação até que se chegasse ao diagnóstico final.

Depois de realizar outros exames, como ressonância magnética para identificar o local exato e o estágio do tumor, foi realizada uma cirurgia: prostectomia radical laparoscópica assistida robótica e enfim o tumor deixou de existir.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que os homens façam o exame de toque retal e PSA a partir dos 50 anos de idade, ou a partir dos 45 caso estejam no grupo de risco.

Já a Associação Americana de Câncer não faz seleção de grupos de risco e a Associação Americana de Urologia recomenda que os cuidados mais frequentes devem ser realizados por homens entre 50 e 59 anos. Se o ator tivesse seguido as recomendações destes órgãos, talvez não estivesse mais aqui para contar sua história.

Entretanto, mesmo com o Brasil levando o assunto do câncer de próstata a sério, não só pelo posicionamento da Associação Brasileira de Urologia, mas também pelas massivas campanhas do Novembro Azul em conscientização da doença e sua prevenção, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que em 2018 devam ocorrer mais de 68 mil novos casos, sendo o segundo tipo de câncer mais recorrente entre todos.

Já está comprovado que os dois exames juntos possuem uma grande importância para o diagnóstico precoce e, inclusive, para detectar o nível de gravidade de um câncer, conforme estudo realizado pela Universidade de Harvard ao longo de 30 anos.

Com a divulgação deste novo estudo, a partir de 2012 a relevância do exame PSA voltou a ser considerada, e por isso, mais um motivo para que os homens tomem consciência de que trata-se muito mais do que um exame de toque retal que ainda causa certo preconceito: trata-se da saúde e da vida! Previna-se!